Gente, vamos conversar sobre segurança de nossos peludos, mais especificamente sobre o uso e a falta de uso de coleira.
Antes de Nina chegar, eu via alguns tutores andando com seus peludos com e sem coleira. Eu achava tão legal aquele peludinho independente, sem coleira, andando ao lado do tutor livre! Para mim, ele transmitia confiança no tutor, bom treinamento, inteligência do cachorro. E eu dizia a Edson que quando tivesse um cachorro, eu queria que o meu fosse assim também.
Bom, como nem tudo o que a gente planeja acontece, Nina veio com algumas
doses extras de loucura e eu não deixo ela sem coleira.
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| Olha aí ela toda feliz e de coleira! |
Por quê?
Se ela vir um gato ou pombo, ela corre atrás; se ela vir um aumigo, ela não pensa duas vezes, corre para "falar"; se ela quiser atravessar, ela nem olha se vem carro. Ela não é humana, não entende nossas regras sociais, pode se assustar com barulhos e pode correr para o meio da rua e se acidentar. Por esses motivos, eu escolhi andar de coleira!
Mas você não pode ensinar?
Até poderia, mas eu vejo inúmeros incidentes e alguns acidentes com aumigos de Nina que andam soltos e chego à conclusão de que, para a gente, o melhor é ter segurança e estar na coleira. Claro que existem situações muito específicas em que solto Nina, por exemplo: cachorródromos, praias longe de ruas e vazias, no jardim do meu prédio. Ou seja, nós temos o controle da situação e se algo fugir à regra, a gente tem como reveter o fato rapidamente.
Até poderia, mas eu vejo inúmeros incidentes e alguns acidentes com aumigos de Nina que andam soltos e chego à conclusão de que, para a gente, o melhor é ter segurança e estar na coleira. Claro que existem situações muito específicas em que solto Nina, por exemplo: cachorródromos, praias longe de ruas e vazias, no jardim do meu prédio. Ou seja, nós temos o controle da situação e se algo fugir à regra, a gente tem como reveter o fato rapidamente.
Você solta suas hóspedes?
Sigo o mesmo critério que uso com Nina, só em ambientes que a gente pode controlar. Mesmo que elas estejam acostumadas a ficarem soltas, eu não sei quais são os comandos e a entonação que o tutor usa com elas. Portanto, a segurança prevalece!
Agora, vou contar alguns dos incidentes que a gente vivenciou na pracinha nos últimos 2 meses! Não estou falando em anos, mas isso tudo ocorreu com cachorros diferentes, em situações diferentes e em espaço de tempo relativamente curto: 2 meses!!!!
- Tem um maltês machinho que andava solto, mas que odeia machos e atacava-os não importando o tamanho do oponente. Ele estava andando na pracinha e, de repente, partiu em disparada para cima de um chow chow macho, grudou no pelo do pescoço do animal maior que ele umas 20 vezes. O tutores e a gente que assistia a cena ficamos todos em pânico! Graças a Deus, o chow chow não é agressivo, os tutores conseguiram tirar o maltês sem danos físicos para nenhum dos dois, mas o tutor desistiu de andar com ele solto.
- Uma buldogue francesa que não pode ouvir falar o nome dela, atravessou a rua só porque eu falei o nome dela para Nina, por sorte, não vinha carro.
- Um buldogue francês muito sociável que veio todo feliz falar com Nina e tinha um cachorro dominante e agressivo com machos por perto e eu tive que segurar o buldogue para que o outro não o atacasse. Não foi fácil segurar 14kg, com a guia de Nina e ele achando que a gente estava brincando.
- Um SRD que anda solto e todo mundo fica admirado com a forma como ele obedece ao tutor, semana passada, atravessou a rua duas vezes na frente de carros porque viu Nina, mesmo com o tutor aos berros gritando o nome dele. E, diga-se de passagem, esse é um dos poucos cachorros que Nina não tolera, ela rosna e late para ele insanamente.
- Um weimaraner que foi seguindo o aumiguinho até o estacionamento e o tutor dele gritando para ele voltar, ele não obedeceu o comando, simples assim! O tutor do aumiguinho teve que voltar para trazê-lo.
- Diversos aumigos das mais variadas raças (shi tzu, maltês, yorkshire, poodle, etc) já atravessaram a rua sem os tutores estarem esperando porque viu Nina e quis cumprimentar.
Imagina o susto da gente, do tutor do peludinho que atravessou e dos motoristas que não esperam um animal na frente do carro!
E os acidentes que já aconteceram?
- Uma labradora que foi atropelada, quebrou o quadril porque correu atrás de um gato.
- Um poodle que foi atropelado, por sorte, o carro vinha em baixa velocidade e só teve um arranhão no focinho;
- Uma shi tzu que corria atrás do carro quando o tutor chegava em casa, mas dessa vez, era o vizinho, ele deu ré e não viu a cachorrinha, bateu o para-choque traseiro na cabeça e ela ficou cega.
- Uma poodle de 7 meses que morreu porque a dona soltou na calçada de casa, ela se assustou, correu para rua e foi atropelada.
E os acidentes que já foram evitados por causa do uso de coleira?
- Nina quase foi atacada por uma chow chow, eu a levantei pela coleira e a mordida pegou só de raspão.
- Uma pug que quase foi atacada pela mesma chow chow, a tutora puxou a peludinha para traz de um carro e a cadela não a mordeu por pouco.
- Nina viu um gato do outro lado da rua e não pensou duas vezes: partiu em direção à rua, Edson travou a coleira e ela não foi atropelada.
- Nina se assustou com fogos de artifício (aqueles tracks inofensivos para crianças), com o barulho de portas de alumínio abrindo ou fechando e desorientou! A única coisa que ela queria era correr para longe dali. Ela me arrastou com a coleira. Pânico é pânico e, em animais, não confie, eles fogem mesmo!
- Nina ouviu um barulho que até hoje eu não identifiquei qual era e nós estávamos na esquina de uma rua movimentada, ela partiu para a rua sem nem pestanejar com o objetivo de fugir do barulho, estava de coleira e eu segurei.
- Um gato que espreitou um yorkshire e, na hora, que o gato pulou com as garras, o tutor do york puxou ele e não teve arranhões.
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| Para quê correr perigos? |
Então, você ainda pensa que é seguro andar sem coleira?
Animais se assustam com barulhos que a gente ouve e acha que não é nada e com barulhos que a gente não ouve.
Animais se assustam com barulhos que a gente ouve e acha que não é nada e com barulhos que a gente não ouve.
Peludos podem ter medo de coisas que a gente não imagina e fugir. Machos sentem cheiro de fêmea no cio e fogem atrás.
O bichinho não sabe tomar decisões adequadas
com as nossas regras sociais e com as leis de trânsito.
E, por último, você não sabe a
reação que todos os cachorros (o seu e os dos outros tutores) podem ter, às vezes, aquele animal super sociável e que se dá bem com todo mundo, pode latir e rosnar para um cachorro em específico, como é o caso de Nina.
Eu percebi que coleira é uma forma de segurança para os nossos peludos e para a gente!
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| Quem disse que a gente não se diverte brincando de coleira? |
Use a coleira, evite fugas, incidentes e acidentes com o seu aumiguinho!
Seja um tutor responsável!
Lambeijos de Nina e um abraço de Grazi




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